Desde que comecei a atuar com Segurança e Saúde do Trabalho, acompanho de perto cada atualização nas Normas Regulamentadoras. Sempre vi como elas impactam não só a rotina dos Técnicos de Segurança do Trabalho, mas também a saúde dos trabalhadores. O tema “trabalho em altura” sempre teve destaque – e a NR 35 está prestes a passar por mudanças relevantes a partir de 2026. Eu acredito que antecipar as adaptações é a forma mais segura e inteligente de manter empresas protegidas de acidentes e de sanções. Mas afinal, o que realmente vai mudar e como preparar o ambiente e a equipe?
Mudanças na legislação salvam vidas todos os anos.
Por que a NR 35 é tão importante?
Antes de qualquer ponto específico, vale lembrar: a NR 35 existe para proteger trabalhadores em qualquer atividade realizada acima de dois metros de altura, com risco de queda. Ela determina requisitos mínimos para organização, planejamento e execução segura dessas tarefas. Dados do relatório da OIT mostram que acidentes fatais ocorrem, em muitos casos, por falhas em ações preventivas. Entre 2012 e 2021, o Brasil registrou mais de 6,2 milhões de CATs, sendo 22.954 mortes no mercado formal. Muitos desses acidentes envolviam atividades em altura.
Além dos números, quem está no setor entende: é preciso unir teoria e prática, integrando tecnologia, processos e cultura de prevenção. Neste cenário, plataforma inteligentes como a ChatTST se mostram aliadas, especialmente pelo controle automatizado de EPIs, treinamentos e vencimentos.
O que muda na NR 35 em 2026?
Já participei de reuniões de atualização de normas e sei o quanto cada detalhe pode gerar dúvidas. Para 2026, a principal tendência de mudança está voltada ao aprimoramento das exigências para análise de risco, treinamentos, certificação dos profissionais e uso de tecnologias.
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Reforço da análise de risco: As empresas precisarão documentar de forma mais detalhada cada etapa do trabalho em altura, incluindo condições do local, fatores ambientais e equipamentos específicos utilizados. Isso exigirá processos mais organizados e registros facilmente acessíveis.
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Treinamento mais amplo e renovação obrigatória: O curso de NR 35 para os trabalhadores tende a ter conteúdos ampliados, especialmente temas ligados a novas tecnologias e a procedimentos de resgate. Além disso, tudo indica que a reciclagem será reforçada, tanto em periodicidade quanto em controle de quem realmente atendeu todos os requisitos.
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Controle digital dos registros: Empresas precisarão assegurar que os certificados estejam atualizados e sejam facilmente acessados, inclusive de forma eletrônica. Ferramentas digitais que fazem o controle automático dessas informações, como o ChatTST, ajudam a evitar esquecimentos e multas.
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Padronização dos EPIs: Haverá regras mais claras sobre a rastreabilidade dos equipamentos de proteção individual, sua validade e sua inspeção. Até a Ficha de EPI deverá ser emitida de modo padronizado, algo que automatizações como as oferecidas pelo ChatTST já solucionam.
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Participação ativa dos trabalhadores: Outro avanço será a inclusão do trabalhador no planejamento da atividade, por meio de conversas formais (como DDS específicos), registros e verificações em campo que demonstrem o envolvimento de quem está exposto ao risco.
Essas mudanças vêm também na esteira de outros avanços em normas, como o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), que já exige abordagem detalhada de riscos e controles.
Como preparar empresas e equipes para as mudanças?
No meu dia a dia, percebo que a diferença entre um setor preparado e outro vulnerável está na capacidade de antecipar ajustes. E para 2026, não será diferente. Listei abaixo algumas das atitudes que considero fundamentais:

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Atualização dos procedimentos internos: Reescrever manuais e fluxos para detalhar a análise de risco, deixando claro cada etapa do processo. Não se trata apenas de cumprir burocracia, mas de orientar práticas seguras de verdade.
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Capacitação recorrente: Além do conteúdo obrigatório, inserir simulações, reciclagens dinâmicas e discussões de casos reais (inclusive acidentes do setor da empresa, se possível). Isso ajuda o time a internalizar os riscos.
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Implementação de um controle automatizado: Plataformas inteligentes, como o ChatTST, organizam treinamentos, EPIs, exames e vencimentos de forma centralizada e previsível. Isso reduz falhas humanas e permite auditorias instantâneas.
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Documentação digital e pronta: Armazenar certificados, fichas de EPI, listas de presença e relatórios em formato eletrônico agiliza muito qualquer procedimento de fiscalização ou auditoria interna.
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Engajamento dos trabalhadores: Criar canais para dúvidas e sugestões, realizar reuniões rápidas antes das atividades e garantir que todos tenham plena ciência das suas responsabilidades no trabalho em altura.
Vale lembrar que o Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho 2023 aponta os setores mais críticos, o que ajuda a priorizar essas adaptações.
Quais tecnologias ajudam a adaptar o trabalho em altura?
Na minha experiência, adoção de tecnologia faz toda diferença. Os principais ganhos estão em:
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Gestão eletrônica de documentos e certificados, permitindo acesso rápido e atualização automática.
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Controle de estoque e rastreabilidade de EPIs, centralizando histórico de uso, datas de entrega e laudos de inspeção. Se a empresa ainda não conhece, recomendo a leitura do guia prático sobre gestão de EPIs.
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Alertas automáticos de vencimentos, que impedem a expiração dos certificados e documentos obrigatórios.
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Dashboards visuais, mostrando indicadores de conformidade em tempo real, como entregas de EPI, pendências e status de treinamentos.
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Registros centralizados de desvios, investigações de acidentes e planos de ação.

No universo da automação, indico fortemente conhecer mais sobre a inteligência na gestão de SST com ChatTST, principalmente para quem sente dificuldade de controlar vencimentos ou demonstrar resultados concretos da área.
Impactos das mudanças da NR 35 na rotina de SST
Ao conversar com colegas de setor, vejo uma expectativa positiva diante da atualização da NR 35. Acredito que muita coisa vai melhorar, inclusive porque a obrigatoriedade dos registros digitais e a padronização dos documentos tendem a diminuir interpretações contraditórias em auditorias ou inspeções.
Além disso, se a empresa investir em:
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Revisão sistemática dos procedimentos,
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Gestão de EPIs profissional,
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Engajamento dos trabalhadores,
E utilizar ferramentas de automação, como o ChatTST, o risco de acidentes e multas diminui. Isso é confirmado nos dados do Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho 2021, que mostram queda de 25,6% nas ocorrências nos últimos anos, com ênfase em setores mais organizados.
Como muitos já sabem, a cultura de prevenção se constrói diariamente. Um bom exemplo está em temas como ergonomia, que também se beneficiam de processos bem definidos e do engajamento real do time.
Conclusão
Em resumo, as mudanças na NR 35 que entram em vigor em 2026 exigem adaptação rápida e inteligente de empresas e profissionais de SST. Não se trata apenas de cumprir o texto da norma, mas de garantir que cada colaborador volte para casa em segurança. Na minha visão, plataformas como a ChatTST são aliadas fundamentais nessa jornada, trazendo organização, controle de vencimentos e automação do dia a dia do Técnico de Segurança do Trabalho.
A prevenção anda lado a lado com tecnologia e preparação.
Se você quer saber como sistemas inteligentes podem facilitar sua rotina e dar segurança real ao trabalho em altura, convido para conhecer mais sobre o universo da segurança do trabalho e testar o ChatTST. Antecipe-se às mudanças, ganhe tempo e tranquilidade.
Perguntas frequentes sobre as mudanças da NR 35 em 2026
O que muda na NR 35 em 2026?
As principais mudanças envolvem detalhamento maior da análise de risco, exigência de registro eletrônico de treinamentos e EPIs, conteúdos ampliados nos treinamentos, reciclagens mais frequentes e maior participação dos trabalhadores no planejamento. Há ainda padronização dos documentos e ênfase na rastreabilidade dos equipamentos de proteção, além de incentivo ao uso de tecnologia para controle e documentação.
Como adaptar empresas às novas regras?
Empresas devem revisar procedimentos internos, intensificar treinamentos, organizar registros eletrônicos, reforçar controles de EPI com rastreabilidade e implementar soluções digitais que automatizem tarefas, como o ChatTST. Também é necessário engajar trabalhadores no planejamento e execução das atividades.
Quais são os principais equipamentos obrigatórios?
Os EPIs obrigatórios para trabalho em altura incluem cinturão de segurança tipo paraquedista, talabarte com absorvedor de energia, capacete com jugular, calçado antiderrapante, trava-quedas, cordas adequadas e conectores certificados. Todos devem estar em perfeito estado, com inspeção regular e registrados conforme as orientações atualizadas.
Quem precisa fazer treinamento de NR 35?
Todo trabalhador que realiza ou supervisiona atividades acima de dois metros do nível inferior e que ofereçam risco de queda deve realizar o treinamento de NR 35, assim como supervisores e equipes de resgate. A reciclagem periódica é obrigatória após a mudança de função, retorno de afastamento e sempre que houver atualizações ou novos procedimentos.
Quais riscos o trabalho em altura envolve?
Os riscos principais são quedas, choques elétricos, lesões causadas por ferramentas e contato com estruturas instáveis. Além disso, pode haver exposição a intempéries, cansaço, vertigem e uso incorreto do EPI, todos requerendo planejamento e controle rígido.